terça-feira, 15 de julho de 2008

Uma nação de Jaiminhos


Quem nessa vida nunca viu a série"Chaves" (não confundam com o presidente), dentre os personagens dessa série sempre me lembro de um em especial, o Jaiminho, senhor de idade que tinha por profissão ser carteiro, no entanto com o subterfúgio de estar "cansado" sempre esquivava-se de sua responsabilidade profissional.


Uma frase muito caracteristica do Jaiminho era "é que quero evitar a fadiga", esse bordão resume quase toda a cultura Brasileira, de norte à sul, do Oiapoque ao Chuí, encontramos milhoes de Jaiminhos.


Desde o inicio da colonização pelos portugueses (homens bigodudos e mulheres de muitos pêlos na região das axilas), estamos ai, deitados na rede, vendo nossas vidas mudarem pelas mãos de outros, sendo levados pela correnteza dos acontecimentos, somos expectadores de nossa estória!!


Pense bem, quando a república foi proclamada muitos não ententenderam o que ocorria, pensaram que era uma "parada militar", igual à esta temos o acontecido em em 1 de abril de 1964, essa sim data que deveremos sempre nos lembrar, já que vivemos ai a nossa "idade média negra", onde também assistimos,preguiçosos, poucos lutarem por muitos.


Atualmente vivemos uma era de ouro para os Jaiminhos, ainda preguiçosos, esperamos decisões do "céu" que mudarão nossas vidas, que transformarão o "país do futuro" no país do presente, esperamos que a corrupação diminua e ainda reclamos desta, mas, preguiçosos ainda idolatramos o "malandro" que ganha sem trabalhar, ainda não nos lembramos do canditado em que votamos já que isso (óbvio) não é tão importante.


O dia em que acordarmos, e deixarmos essa sindrome do Jaiminho, e formos às ruas para defender nossos direitos, e quando votarmos conscientemente, e quando deixarmos de privilegiar a esperteza em vez da competência, ai sim daremos um salto, e então, ao contrário do Jaiminho deixaremos a preguiça e aprenderemos à andar de bicicleta (lembrem-se o jaiminho tinha uma bike mas não sabia andar) para tomar as rédeas da estória Brasileira.



by melk :-)

Um comentário:

Breno Lucano disse...

A forma de raciocinar relacionando Jaiminho com nossa própria estória foi oportuna. Nesse sentido, a vida imita a arte.