segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O menino invisivel


É mais um dia na vida do menino invisivel, que acorda todos os dias na sua casa de papelão ao som funesto do trânsito pesado que passa ao redor da praça onde dorme, ainda deitado observa ao lone um garoto igual (fisicamente) à ele, no entanto este parece ir à escola, lugar que o menino invisivel possivelmente nunca conhecerá.


Ao despertar desses penamento inúteis ele tem que guardar sua casa (caixa de tv que encontrou no lixão) rapidamente, antes que os caras (policia) cheguem, o encontro recente com os "caras" ainda doem em sua carne, sem saber apanhou uma noite inteira, mas, no fundo ele sabia sim por que tinha apanhado,foi esbofeteado pois nasceu mulato pobre e mirrado, filho de uma mulher da vida (aquela puta!!!pensa ele) e um bêbado.


Ao levantar-se seu estômago logo lhe lembra que já faz dois dias que ele não come nada, ainda soma-se ao sono de quem não dormiu direito (maldita chuva!), procura o "vão" da pilastra para esconder sua casa e pegar seu maior tesouro, que construiu com as próprias mãos, sua "banqueta" de engraxate, a única coisa que verdadeiramente ainda ama.


E o menino invisivel se vai em direção ao centro da cidade, e mais uma vez as pessoas passam por ele como se ele não estivesse ali, sente-se vergonhoso, mas sabe que a vergonha maior não é dele, é da sociedade que o rejeita, que ainda tácitamente permite que pessoas (será que ele é uma pessoa) vivam na penúria.


Só assim esquecendo que eles podem dormir em suas casas confortáveis ignorando os que estão no frio e com fome passando ao longe ao encontrar essa realidade que eles preferem esconder.


No entanto o menino invisivel não sente ódio deles, sentimentos como ódio e amor não lhe são mais habituais, ele nem se lembra o que isso significa, o que lhe dói mesmo é a indiferença, sabe ele que se amanhã amanhecer vitimado de uma chacina efetuada por um grupo de exterminio ou se morrer queimado por um grupo de "playboys" delinquentes niguém pranteará por ele, mas, quem sabe pelo menos assim em uma página policial ou em um necrotério alguém o olhará bem nos olhos, e verá que ele nem sempre foi um menino invisivel...


obs: quem sabe, voce pode ter passado hoje por um menino invisivel, amanha preste atenção nele, quem sabe pode ser a ultima vez que você o veja....


by melk

by melk


9 comentários:

Erich disse...

Tem um ótimo filme que diz que se uma pessoa morrer sentada dentro do vagão do metro de Nova Iorque ou Los Angeles ( não me lembro agora a cidade ) ficaria aproximadamente 5 horas até alguem descobrir ... ou seja, em algum momento todos somos invisíveis.

Haaaa Vidaaaa! disse...

Caraca belo post...infelizmente essa é a dura realidade que ainda existe por todo o mundo espero que issu possa mudar!

Lucas Moratelli disse...

Ótimo!

Verdade absoluta que são invisíveis!
Mesmo isso sendo desastroso e repugnante.

Abraço;

akumakai disse...

Muito lindo seu post, mostrando em ênfase outra da realidade cruel em que nossa sociedade está enfadada a viver. Acedito que não somente o menino de rua é invisivel, mas todos nós somos, alguns mais, alguns menos.
beijos

Laís disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Laís disse...

Melk... qdu eu digo q vc anda mt critico eu naum to mentindo nem brincando!

+ em relação ao seu post... oq vc diz eh uma cruel realidade.. + eh uma "cultura".. ridicula?? eh! + eh a vida... eh o mundo... e se não fizermos nd vai ser assim pra td o sempre.. e cm o risco d só piorar!!!
t apoio melk!!
=*

Laah Hyses disse...

muito bom!!
infeizmente o mundo em q vivemos é assim ... mas o q fazer diante disso ?
tudo esta pelo fim ...
so se pensam em guerra por motivos futeis em dinheiro ...
espero q um dia isso mude mas q isso naum aconteça tarde d+.

vizita o meu tem um pos parecido la vlw
abçs

http://laahhyses.blogspot.com/

Rindo Na Net disse...

muito legal..tudo o que você disse é a mais pura verdade...
parabens pelo post..

Absolutamente Porranenhuma! disse...

ele só deixa de ser invisível quando responde a altura da indiferença da sociedade, matando, roubando, estuprando ou qualquer tipo de violência moral e física.