segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Saudade...mais uma vez.

A caminhada desta vida nos leva à muitos ambientes diferentes, com pessoas diferentes, e em cada um destes lugares angariamos novos amigos construindo uma rede de amizade que hoje pode se estender por todo o globo. No entanto quantos destes merecem o titulo honorifico de amigo?

Ainda me lembro muito bem de cada um dos meus grandes amigos, na verdade em cada ciclo da vida nos vinculamos fortemente as pessoas que nos circundam, no entanto a dinâmica da vida moderna acaba por nos afastar das pessoas que aprendemos a duras penas a amar.

Mesmo com o advento de ferramentas como o orkut e twitter que (eu odeio) mantêm mesmo que artificialmente uma proximidade, a saldade ainda prevalece, a saldade dos momentos de descontração, onde passamos dias sem dormir por causa da temida prova de genética II, daqueles primeiros dias (meses e anos) da universidade, quando ainda acreditávamos em uma solução e nos deslumbrava-mos a cada nova descoberta, a cada novo passo que dávamos rumo a temida vida adulta, das festas à beira do rio (sendo comidos vivos pelos mosquitos carnívoros).

Mas a roda viva nos leva impreterivelmente para novos cantos, nos afasta sem pena, e a única coisa em que nos agarramos são aqueles momentos em que olhávamos um para os outros e nos enxergava-mos uns nos olhos dos outros, onde finalmente encontrava-mos pessoas que como nós éramos estranhas que gostavam de ler e estudar, éramos e continuamos “estranhos”.

Amigos sim, amigos de chamar-mos as mães de “tias”, de conhecer e entender todos os defeitos e exaltar as parcas qualidades uns dos outros, de dar o ombro na hora de chorar e o puxão de orelha na hora de tentar colocar nos eixos, de se preocupar mesmo de longe, de se orgulhar dos feitos, enfim, éramos e sempre seremos família que escolhemos e dos quais as histórias nossos netos ouvirão atentos , tentando entender como o avô um dia foi tão louco e tão feliz.




ps: onde estivermos s seremos sempre a turma de zootecnia de 2005 seja em Minas, São Paulo ou nos confins do Pará, seja exercendo a zootecnia seja a advocacia (meu caso).

3 comentários:

Nathália Monte ;D disse...

"a dinâmica da vida moderna acaba por nos afastar das pessoas que aprendemos a duras penas a amar." gostei disso. beijO e volte sempre ao lucida face ;D

Thaís A. disse...

Saudade, você quis dizer? UAEHSUHEUSH, adorei!

Natália disse...

"a dinâmica da vida moderna acaba por nos afastar das pessoas que aprendemos a duras penas a amar."
Pior que é bem assim mesmo, e sempre sofremos. Triste. beijos