sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O quarto.que noite!

E mais uma vez Jane acorda e não tem a mínima idéia de que como chegou naquele quarto (queira deus que seja um quarto) e muito menos lembrava quem era o garoto dormindo ao seu lado, ao levantar sentiu náuseas e não agüentou, vomitou ali mesmo no tapete.

Apenas lembrava que saiu da festa umas 4 da manhã (puta merda!), a dor de cabeça lhe atormentava e as náuseas se faziam presentes, sabia que tinha bebido muito, e por conseqüência a amnésia alcoólica, olhou pela janela e não conseguiu distinguir em que bairro estava e para completar não viu seu carro.

Olhou mas uma vez para cama e tentou lembrar-se do que tinha ocorrido depois que saiu das boate, mas sabia que era inútil, aquela parte da sua vida não voltaria espontâneamente à sua memória, ou lhe contavam o que ocorreu ou nunca saberia, a dor de cabeça aumentou e agravou as náuseas, correu ao banheiro, primeiro para vomitar depois para procurar algo para aplacar a dor de cabeça.

Saiu do banheiro direto para o telefone, ligou para a mãe para ela lhe buscar, mas, não sabia onde estava, ai meu deus! Tentou acordar o cara da cama, semi acordado e irritado ele deu o endereço de onde Jane estava, e era muito longe de casa, ligou novamente para a mãe lhe dando o endereço, mas sem lhe contar os pormenores.

A mãe demorou cerca de meia hora para chegar, tempo suficiente para ela se vestir, e pensar em uma boa desculpa para não estar com seu carro, e explicar de quem era a casa que estava.

Mas ela jurou pela milésima vez, que o resultado daquela noite nunca se repetira, ela nunca mais acordará em um quarto que ela não sabe onde fica!!!

Dessa vez enfim ela tomou esta decisão fatídica, vou comprar um GPS.


obs: isso nao é autobiográfico!!uahuahua

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O LUTO


Sentia-se só. Apenas isso lhe importava naquele momento. Há algum tempo aquele momento seria no mínimo improvável no entanto os últimos dias foram tão angustiantes que um estado de espírito que estava não era somente plausível como perfeitamente justificável.
As lágrimas que já secaram há algumas horas agora fazem falta,e as lembranças do ultimo encontro lhe dói, principalmente daquele dia quando a felicidade parecia eterna, quando ainda pensava ou mesmo tentava ser feliz.
O vento no rosto hoje não lembra em nada aqueles ventos que juntos sentiam, afinal o que mudou?. Os passos antes firmes e confiantes tornaram-se fracos e vacilantes, dados è esmo.
Ao poucos tenta levantar-se, sabe que aquilo um dia tem que acabar, o luto eterno não existe e é inútil, a lamúria pelo que não está sujeito à reversão é apenas protelar a dor pelo infinito.
Mas finalmente levanta-se, confiante dirigi-se ao telefone, somente uma mudança total pode lhe retirar daquele estado deplorável,os passo em direção ao aparelho parecem lentos e fracos, mas finalmente liga e pede finalmente, palavras que saem vagarosas e vacilantes:“-por favor, uma porção grande de Tempurá”. e finalmente decide,... em mudar de lanchonete e esquecer o Mc’Bob que fechou na ultima semana, quem sabe comida chinesa lhe preenche o vazio deixado pelo fast food que lhe foi companheiro fiel nos últimos anos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ser humano (?)


Lembro-me bem de um texto de um autor que não me lembro no momento o nome, mas o nome não importa, a mensagem foi importante, ele mostrava o espanto de um homem frente a uma realidade estarrecedora, essa realidade que o autor demonstrava vi, e tive a mesma sensação do autor que a concretizou em um conto.

O conto se passava em uma cidade cosmopolita, onde um homem via um outro homem (até ele duvidou por um momento que aquilo fosse um homem) se alimentando de restos.
Há algumas semanas ao ir ao meu jogo semanal sagrado vi uma cena igual que me fez pensar em o quanto evoluímos como sociedade nesses quase vinte anos do conto original, em meio á carros importados e gente se dirigindo a avenida mais “badalada” de Belém uma família formada por 5 (Cinco) pessoas procuravam ávidas por algo para comer em um amontoado de lixo naquela área nobre.

O que mais me espantou foi a naturalidade com que as pessoas passavam por aqueles que deveriam ser considerados iguais, passava, sem mesmo olhar a cena, não se constrangiam ou mesmo se inquietavam, agiam como se aqueles entes fossem sombras que não mereciam sua atenção.

Esse status de consciência (inconsciência) é o mais perigoso, é quando não mais nos sentimos ultrajados com cenas como estas, chegamos à negar à eles um status humano , não os consideramos iguais, e por isso alguns acham (espantem) que eles até merecem estar naquele estado, como se alguém almejasse se alimentar dos restos da sociedade, não só os restos de alimento,como também dos restos de amor e solidariedade que ainda restam em poucos quase humanos.

Depois de muitos anos, natais e reveillons não mudamos muito, desejamos somente o amor e felicidades pra quem conhecemos e nos estão próximos, e ainda abraçamos de bom grado a indiferença que berra ao nossos ouvidos, negamos a racionalidade e nos tornamos menos humanos à cada dia.

SERÁ QUE AINDA PODEMOS DIZER QUE SOMOS SERES HUMANOS?você ainda se inquieta...???

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O vôo.


Não consegui mais olhar pra ela da mesma forma, não se lembrava mais desde quando havia sentido aquilo ,mas, parecia eterno. Enquanto pensava os postes iam passando, as pessoas passavam sem entender o porquê daquela velocidade toda.

Pensando bem, era loucura mesmo, 90km/h em uma estrada coberta de gelo era um chamado ao suicídio, no entanto, era a forma mais fácil e rápida de se distanciar do que ele tentava esquecer, e por mais que ele pisasse no acelerador e ouvisse as batidas do seu coração cada vez mais fortes sabia que aquilo ainda iria durar muitas e muitas noites.

Quando tentou fazer a conversão à direita quase bateu em uma Caravan, o motorista lhe xingou, mas que xingasse mesmo, agora mais nada lhe importava, apenas sentia que não tinha outra opção, sabe aquele momento em que não existe um plano B, e mesmo você não acredita no plano A, esse era o momento.

O plano A foi um verdadeiro fiasco, saiu da sala sem nem se despedir, passou em frente ao diretor ainda esbarrando e ouvindo os sussurros de risadas à suas costas, isso que lhe mais doía, saber que tudo que ele tinha pensado dela era apenas uma projeção do que ele verdadeiramente queria ver, e não da realidade triste e escura.

Sabia que o fim estava chegando, aquele era o ultimo ato de uma vida sem brilho, ato fracassado e finalístico em sua essência, quem sabe eles o entendessem, mas isso era pedir demais, pois , nem ele se compreendia, não sabia se aquilo era certo ou errado e muito menos mensurava as conseqüências do seu ato.

Entrou no inicio da ponte saindo um pouco de traseira, mas o que isso importa, aprumou o carro em direção à parte que julgava menos espessa na barreira de concreto e se foi,voando, apenas voando era o que pensava, e teve apenas tempo de contemplar o rio vindo em sua direção com sua cor cinza fúnebre tão ideal, voando.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A CRISE. (AI GOD!!!!)


Converta-se!!!!!!!!!!!!!!!!

Converta-se!!!!! O mundo está acabando!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O clima nos últimos dias têm sido assim, é bolsa subindo, é bolsa descendo, é o dólar subindo é o dolar descendo, e cada vez mais a frase “pára o mundo que eu quero descer” faz sentido.

A crise nasceu nos EUA mas espalhou-se como a gripe espanhola pelos países que de alguma forma estão atrelados ao mercado financeiro americano, em outras palavras atingiu todo mundo (pqp), e atingiu também justo este pais de onde vos falo, este pais que passava por um momento sui generis de sua história, onde ouvimos diariamente do nosso querido homem barbudo que possui 09 dedos a frase : “nunca antes na história deste país...”.

Vai ter azar assim na china (?), comprávamos a pouco tempo televisões de LCD, carros ás pencas, iphones e etc... Agora amigo, a sorte estará do nosso lado se não precisarmos de uma pá carregadeira para comprar pãozinho na padaria, e se ainda existir a padaria...

Quem sabe voltaremos ao tempo de nossos antepassados, teremos que caçar nossa própria comida (to ferrado não consigo pescar nem em aquário) e fazer nossas próprias roupas com lã crua (ai sim to ferrado, o buraco da agulha ainda é um nível que ainda não alcancei).

Mas ainda há uma esperança, já começou a aparecer pelas medidas tomadas pela “rainha” da Inglaterra gordão braun e pelo presidente da desunião européia que para os íntimos é “nicolita”, quem sabe também ano que vem faça parte dessa liga da justiça o pop star Borat Obama (futuro presidente do EUA, que na verdade é o Denzel Washington disfarçad .

Mas por precaução já estou armazenando mantimentos, e construindo meu abrigo, o fim pode estar próximo, então pelo menos eu passarei por ele me empanturrando de batatas fritas, no ar condicionado e com TV á cabo!!!!

Obs: incrições pro meu abrigo mande emails para melkmonteiro@yahoo.com.br.
Tragam items básicos para resistir a hecatombe: batatas “pringles” e coca-cola”, DVDs piratas legais, resta um, “war” e CDs do calypso!!!.....rsrsrsr......

By melk.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Escondido




Há quanto tempo nos esquecemos de nos olhar-mos no espelho, não nos vemos mais dorimos e acordamos com a imagem que projetamos de nós mesmos.

Negamos as marcas da batalhas vencidas e das muitas perdidas, procuramos evitar-nos para não descobrirmos nossas fraquezas e vicios, fingimos não tê-los, mostramos ao mundo uma face bem acabada, polida, escondemos nossos medo pois achamos que não somos dignos de tê-los e não temos a coragem suficiente para asumi-los.

Andamos á esmo , sem rumo a um fim no minimo melancólico e tardio, que não esperamos ou mesmo tentamos evitar ao máximo, já este mostrará nossa verdadeira face.

Criamos uma carapaça que nos isola da realidade que não observamos cara á cara , desviamos nosso olhar do que não acreditamos, negamos a relidade que não nos convén, murchamos a cada dia.

Quem sabe um lampejo faça-nos acordar e voltemos a nos sentir e evitaremos esse fim tardio e melancólico.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Seja feliz! venha comigo!

Vamos! Pegue na minha mão sem medo do futuro e do desconhecido ele será apenas mais algum lugar que conheceremos, não temeremos o amanhã ,pois,sabemos que ele em pouco de ontem ao qual passamos ilesos e vencemos.

Andemos nesse caminho que pode até parecer longo e descobriremos que hoje é o dia de perdermos nossos medos, de derrubarmos as barreiras do tempo e do espaço que nos limitam á esse plano, e mostraremos ao mundo que não viemos para passear e sim para mudarmos essa visão retrógrada de que somos limitados.

Aprenderemos a novamente confiar uns nos outros, andaremos sem sobressaltos, olharemo-nos nos olhos sem desconfiança ou medo, desvincularemos cores e credos de nossos corpos e seremos apenas humanos, seremos iguais, seremos apenas carbono e água.

Descobriremos cores, texturas e gostos, nos quatro cantos do mundo sem prestarmos contas em barreiras sem tomarmos conta de muros e cercas.

Seremos enfim apenas humanos, homo sapiens, enfim felizes absortos em nossa insignificância no universo, enfim felizes, e que de uma vez por todas a eternidade nos esqueça!!!!!..


By melk