
Sentia-se só. Apenas isso lhe importava naquele momento. Há algum tempo aquele momento seria no mínimo improvável no entanto os últimos dias foram tão angustiantes que um estado de espírito que estava não era somente plausível como perfeitamente justificável.
As lágrimas que já secaram há algumas horas agora fazem falta,e as lembranças do ultimo encontro lhe dói, principalmente daquele dia quando a felicidade parecia eterna, quando ainda pensava ou mesmo tentava ser feliz.
O vento no rosto hoje não lembra em nada aqueles ventos que juntos sentiam, afinal o que mudou?. Os passos antes firmes e confiantes tornaram-se fracos e vacilantes, dados è esmo.
Ao poucos tenta levantar-se, sabe que aquilo um dia tem que acabar, o luto eterno não existe e é inútil, a lamúria pelo que não está sujeito à reversão é apenas protelar a dor pelo infinito.
Mas finalmente levanta-se, confiante dirigi-se ao telefone, somente uma mudança total pode lhe retirar daquele estado deplorável,os passo em direção ao aparelho parecem lentos e fracos, mas finalmente liga e pede finalmente, palavras que saem vagarosas e vacilantes:“-por favor, uma porção grande de Tempurá”. e finalmente decide,... em mudar de lanchonete e esquecer o Mc’Bob que fechou na ultima semana, quem sabe comida chinesa lhe preenche o vazio deixado pelo fast food que lhe foi companheiro fiel nos últimos anos.



